Mostrando postagens com marcador sociedade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sociedade. Mostrar todas as postagens

domingo, 27 de maio de 2018

Inimigos de nós mesmos

Os eventos protagonizados pelas empresas de transporte rodoviário e seus caminhoneiros neste Maio de 2018 ainda nem terminaram mas já serviram para consolidar em mim uma percepção que tenho há tempos. Nós, brasileiros, estamos muito longe de constituirmos uma verdadeira Comunidade. Somos, cada vez mais, um aglomerado de facções e cada uma busca se impor e tirar o máximo de vantagens sobre as outras, sem nenhum traço de lealdade e sem nenhuma consideração com o estorvo ou mesmo o sofrimento que suas ações possam causar ao restante da cidadania.
Os exemplos são inúmeros: são os próprios caminhoneiros que se impõem na marra, paralisando o país, com as consequências expostas nos jornais e que vão desde prejuízos econômicos até sofrimento físico e risco à vida das pessoas; é o dono do posto de gasolina onde você abastece há anos e geralmente o trata a rapapés como cliente fiel, mas não se constrange em quase dobrar o preço do combustível de um dia para o outro, aproveitando a oportunidade; são os funcionários da Petrobrás, que ameaçam tornar efetivo o desabastecimento mesmo que os caminhões voltem a rodar... Claro que não ignoro que há as demandas legítimas de empresários e trabalhadores, nem que os preços dos produtos obedecem às leis de mercado, mas o que se vê aqui extrapola todos os limites do razoável.

sábado, 1 de julho de 2017

Radical: um elemento necessário numa sociedade saudável

A Política é a maneira que a humanidade encontrou para viabilizar o convivio das pessoas em comunidade, sem a necessidade de cada um carregar consigo uma borduna ou um tacape ou uma espada, para resolver as disputas que surgem no dia a dia.
A política, no sentido de governo, é praticada por pessoas hábeis na arte da negociação, na aparação de arestas e cantos vivos nas relações sociais, de modo a fazer o convivio das pessoas no mesmo espaço possível.
Ocorre que a habilidade política e a predisposição a evitar conflitos, no extremo, tende a ser uma coisa demasiadamenge avessa à contestação e ao confronto. Ainda que às vezes isso seja necessário e justificável.
Nesse contexto surge o radical como uma figura indispensável. Ele não tem amortecedores nem sente nenhuma necessidade de aparar arestas ou cantos vivos. Só sabe distinguir se o que vê está conforme ou não conforme suas concepções. E a partir daí toma suas decisões e age.
O radical é, nessa minha versão benigna, o palhaço, que expõe as verdades mais cruas com uma piada; o bobo da corte, que não se constrange, em meio a muitos que fingem não ver, em gritar que o rei está pelado.
Nesse sentido, os radicais exercem um papel importante na política ao forçar a movimentação do staus quo. Seu inconformismo com determinadas situações ou condições da sociedade acaba influenciando profundamente a todos e provocando importantes inovações sociais.